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O GIRO DO RINOCERONTE

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Todas as curiosidades do nosso quadro "O Giro do Rinoceronte" que rola toda semana no nosso Instagram @rinoeduca 

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BRASIL E SUA NOVA REALIDADE PARALELA

A “Pós-verdade” pode ser entendida por uma quebra nos parâmetros constitutivos entre aquilo que é real e aquilo que não, seja algo imaginário ou falso. Nesse sentido tudo pode ser relativo, uma vez que basta inventar uma realidade paralela que justifique o "falso". Isso pode ser percebido também no fenômeno através do qual a opinião pública reage mais a apelos emocionais do que a fatos verídicos.” Por exemplo, nas eleições americanas de 2016, “Trump disseminou inúmeras informações e estatísticas não fundamentadas para fortalecer sua campanha e atingir seus adversários. Apelando diretamente aos sentimentos de revolta e insegurança da população, fazia com que está se sentisse representada pelo discurso sem se preocupar com a procedência dos dados.” 
Essa dissonância cognitiva da realidade cria um ambiente propício a disseminação de qualquer tipo de crença e de fatos que não são apoiados por uma metodologia crítica que possa dar validade aquilo que é enunciado e que, portanto, não tem fundamentos que possam confirmar uma "aproximação significativa de verdade", critério que embasa a pesquisa científica.
A sociedade democrática, republicana e que elege os direitos humanos como um princípio fundamental, se vê confrontada pela disputa de poder político que se vale destas ferramentas para consolidar ou manter seus privilégios.
A importância da educação para a política, ou seja, do diálogo republicano, é fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária.

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BERTA G. RIBEIRO

Autoridade em cultura material dos povos indígenas do Brasil, autora de diversos livros sobre a cultura indígena, antropóloga, etnóloga e museóloga brasileira. Porém, conhecida por muitos apenas como “a mulher de darcy ribeiro”, isso quando é reconhecida... Foi praticamente apagada na história pelo machismo e pelo memoricídio.

Mulher forte, destemida, que enfrentava os mistérios das matas, os pequenos aviões em que viajava e todos os demais desafios para ir ao encontro dos índios.
Visitou várias aldeias, escreveu o que via e desenhava as figuras gráficas produzidas pelos índios.

Formou-se em 1953 em História e Geografia pela Universidade Nacional de Brasília (UNB). Teve sua carreira interrompida pelos exílios no Uruguai, Venezuela, Chile e Peru. Mas, não ficou parada, trabalhou intensamente na organização da documentação etnográfica de Darcy Ribeiro, com quem realizou inúmeras tarefas pelo sertão brasileiro. 
Retornando do exílio em 1974, doutorou-se em Antropologia Social pela USP e defendeu um dos mais completos estudos comparativos de cestaria indígena alto xinguana e alto rionegrina. 
Teve eficiente atuação no Museu do Índio e no Museu Nacional. 

Como professora associada da UFRJ, ministrou aulas na pós–graduação e orientou alunos. Cativava entusiasmo nos estudantes pelos conhecimentos de cultura material das populações indígenas. 

Filha de Motel e Rosa Gleizer, nasceu em 2 de outubro de 1924, em Bessarábia. Chega ao Rio em janeiro de 1933, aos nove anos de idade. E, após perder sua família, Berta ficou entregue à responsabilidade do Partido Comunista, ao qual seu pai e sua irmã pertenciam.

Para custear seus estudos, passou a exercer a função de datilógrafa. Graças a esse emprego pode mudar-se para uma pensão, deixando de ser dependente do PCB.  

Uma mulher brilhante, que merece muito mais reconhecimento. Pesquise!

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JANELA DA ALMA

Em um mundo de aparências e redes sociais, você ja sentiu que não foi de fato visto pelo que realmente é?
Janela da Alma, um documentário brasileiro que trás o relato de vida de 19 pessoas com deficiência visual. “O uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e a importância das emoções.”

A sociedade em geral, mesmo que tenha a capacidade de ver, tem deixado de enxergar muito. O documentário é uma instigante reflexão sobre a nossa capacidade de perceber e entender o mundo.

Podemos citar o mito da caverna de platão:
Uma caverna subterrânea com prisioneiros acorrentados que só veem sombras e ecos. 
A caverna simbolizaria o mundo onde todos os seres humanos vivem. As sombras projetadas em seu interior representariam a falsidade dos sentidos, enquanto as correntes significariam os preconceitos e a opinião que aprisionam os seres humanos à ignorância e ao senso comum.

Precisamos nos “libertar das correntes”.

O que é a visao? Como enxergamos o mundo? qual a relação da visão com as nossas emoções? E o que é a beleza?

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CACIQUE RAMON TUPINAMBÁ

Conheça Cacique Ramon Tupinambá, líder indígena, casado com, reside na Aldeia Tucum, território indígena tupinambá de olivença em Ilhéus, na Bahia.
Com a força e chamado de seus ancestrais, Atuou na formação de professores indígenas e afirma que foi uma luta para fazer reconhecer na BA, a categoria de “professor índigena”.
Criaram o Fórum escolar indígena, o forumeiba.
Foi educador da língua tupinambá no colégio estadual indígena Tupinambá de Olivença, líder do povo, protetores da floresta da mata atlantica onde realizam o trabalho de proteção, promoção da vida e da garantia do território. 
Licenciado em Artes e Linguagem na Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena da UNEB, para propagar esse conhecimento e ser inspiração para que os jovens indígenas saibam que podem chegar lá também.
Cacique Ramon é defensor dos direitos originários, está na frente da Aldeia e fazem um lindo papel na educação e preservação dos saberes e fazeres dos povos originários Tupinambá. Conheça mais sua história e trabalho na entrevista exclusiva à RINO Educação, CLICANDO AQUI.

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VOLUNTÁRIOS DA ARTE

Como a arte pode transformar as pessoas e diminuir desigualdades?
Esse é o objetivo do Voluntários da Arte, através de oficinas de artes visuais, reciclagem criativa, reforço escolar e autocuidado. Ela acontece em São Paulo, no pátio do colégio, para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
O coletivo tem como missão criar ambientes propícios para a utilização das artes como um meio facilitador para a expressão e o desenvolvimento. Com o objetivo de ser oportunidade para dar voz a liberdade de expressão, através das atividades realizadas com enfoque em estimular a criatividade e a imaginação, promovendo as crianças a inclusão social e outros estilos de vida. Com isso gera conteúdos que vem ressignificando padrões, respeitando e valorizando a individualidade e o tempo de cada criança, prezando pela liberdade de suas manifestações criativas.
Os voluntários fazem uma ação de divulgação nos bairros e a colaboração pode ser feita através da compra de filtros dos sonhos. Ou doando diretamente ao coletivo!
A arte transforma, cura, ressignifica, inclui, estimula a criatividade, nos ajuda a elaborar o pensamento, a construir e atualizar os significados dos sentimentos e do mundo, exercita a nossa imaginação e nos coloca continuamente a importância da nossa história e memória para viver em sociedade... Educação também é arte!

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CADÊ A DIVERSIDADE NA POLÍTICA?

Diversos políticos que se autodeclaravam brancos ao TSE, mudaram sua declaração para pardo, com motivos duvidosos. Um deles, é até acusado de realizar bronzeamento artificial. 
Em 2020, o TSE estipulou que os candidatos negros devem receber recursos proporcionais na distribuição das verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Dos 15 governadores eleitos até agora, 14 são homens. Os que se autodeclaram brancos representam 60% e pardos 40%.
Entre os deputados, foram eleitos 135 negros e 369 brancos. Das 27 cadeiras do Senado, 6 foram preenchidas com negros.
Há realmente maior número de registros de candidaturas/eleições de pessoas negras nas eleições 2022 ou houve aumento de fraude na autodeclaração racial?
Para Najara Costa, autora do livro "Quem é Negra/o no Brasil?", essa postura cria uma falsa presença de pessoas negras dentro da política nacional.
O Brasil é um país diverso e a a representatividade na política é fundamental para que possamos aprimorar nossa democracia.

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A ENCICLOPÉDIA NEGRA

A Enciclopédia Negra, lançado pela (Companhia das Letras, resgata histórias de mulheres e homens, negros e mestiços esquecidos na história. Uma consequência do racismo.

Como Pretextato dos Passos que abriu em 1885 a primeira escola para crianças negras, que não eram aceitas nas escolas de brancos; a professora Antonieta Barros, deputada pioneira em 1935 na muito branca Santa Catarina. Luiz Gama, que o próprio pai vendeu como pessoa escravizada, foi revendido, conseguiu fugir para se tornar funcionário público e depois advogado.

Algumas personalidades também que depois de anos sendo representados como brancos na história, foram reveladas negras. Como Joaquim Machado de Assis, que em sua imagem mais conhecida foi imortalizado como um branco.

Até 2018, a expressão "racismo estrutural" teve buscas tímidas no Google, não chegando a um terço do índice máximo de interesse. O cenário mudou a partir de junho de 2020, momento em que alcançou seu ápice histórico, após os casos racistas como o assassinato de Geord Floyd e Carrefour repercutidos na mídia, o racismo ficou em pauta.
Após os acontecimentos, as buscas por "racismo estrutural'' no Google saltaram mais de 1.400% em comparação aos anos anteriores (no balanço entre 2019 a 2022).

Mais da metade da população brasileira é negra ou parda e vivemos em um Brasil racista e escravocata. Todos nós temos um papel nessa luta pelo fim da discriminação.

Os protagonistas da Enciclopédia são intelectuais, ativistas, líderes religiosos, músicos, esportistas, políticos, cientistas, amas de leite... As conquistas, façanhas e vitórias descritas compõem uma avassaladora diversidade de trajetórias e origens, coisa pouco frequente neste país continental muitas vezes concentrado no eixo São Paulo-Rio de Janeiro.

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CODED BIAS: RACISMO NA TECNOLOGIA

Uma das 3 protagonistas do documentário, Joy Buolamwini, mulher negra e cientista da computação do MIT nos Estados Unidos, percebeu que sistemas de reconhecimento facial falhavam frequentemente ao analisar rostos pretos — inclusive o dela. Ao fazer um teste e colocar uma máscara branca, teve sua face reconhecida.

A pesquisadora constatou que os programas de inteligência artificial são treinados para identificar padrões baseados em um conjunto de dados (de homens brancos) e, assim, parecem não reconhecer com precisão rostos femininas ou negras.

A partir de uma análise de como grandes empresas do setor desenvolviam seus softwares, Joy comprovou que máquinas desenvolvidas pela IBM, Google, Amazon e Microsoft, entre outras, conseguiam reconhecer rostos de homens brancos com muito mais exatidão. 
Outro exemplo é o da robô Tay, usada pela Microsoft em 2016 para interagir no Twitter. Ela foi criada com o objetivo de aprender, mas acabou reproduzindo discursos graves, como de apoio ao nazismo.  
O documentário levanta muitos questionamentos sobre a utilização desses mecanismos tecnológicos, seja por empresas privadas ou por governos “democráticos”. 
Mesmo cada vez mais imersos em uma sociedade tecnológica, notamos as fissuras e descriminações sociais sendo reproduzidas nas nossas máquinas.

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YOUTUBE SEM PARTIDO

O estudo da NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicou que o algoritimo do youtube privilegia mais em suas recomendações, conteúdo bolsonarista publicado pela Jovem Pan

Para o experimento, o NetLab criou 18 novos perfis, que acessaram a plataforma em diferentes datas e horários usando uma aba anônima e VPN (ferramenta que simula uma localização geográfica aleatória do usuário online, mascarando sua real localização geográfica). Assim, o usuário era “cru” - não tinha histórico algum de interação com conteúdos que pudessem alimentar o algoritmo e influenciar as recomendações. Mesmo sem visualizações ou curtidas em canais de direita, a plataforma recomendou vídeos da Jovem Pan, 55% (10 de 18) das vezes e pró-Bolsonaro na maioria.

Além disto, outros vídeos recomendados da Joven Pan sugeridos no teste, apresentam Lula como “chefe de quadrilha” e “doente mental”.

A plataforma também gera temores pela falta de transparência na moderação e oferece incentivos financeiros para produtores de conteúdo extremista - desinformação dá audiência.

Ao longo dos meses, TSE e youtube reuniram-se em razão da multiplicação de vídeos com alegações falsas sobre o processo eleitoral e teor golpista.

Principalmente nesse momento eleitoral, é primordial atentarmos sobre a veracidade do conteúdo recomendado e certificar a fonte da informação. Pesquise com segurança.

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CHIQUINHA GONZAGA

Nascida no Rio de janeiro, Chiquinha Gonzaga foi pioneira no cenário musical de 1900. Autora da 1ª Marcha Carnavalesca com letra e a 1ª mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Mulher e mestiça, enfrentou todos os preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para se firmar como pianista, compositora, regente e fundadora da sociedade protetora dos direitos autorais.

Em 1914, O Palácio do Catete era residência do presidente da república. Em uma das recepções presidenciais, a música Corta-jaca, de Chiquinha Gonzaga e Machado Careca, foi tocada, sendo a primeira vez que se ouvia música popular brasileira em um salão nobre.

Nem todos apreciaram. Os jornais comentaram. No Senado, Rui Barbosa discursou, garantindo que o maxixe era a dança mais chula, baixa e grosseira de todas as danças selvagens; irmã gêmea do cateretê, do batuque e do samba.

Mesmo assim, devido a sua personalidade criativa e revolucionária, participou do movimento pela abolição da escravatura, lutou pela liberdade de pensamento e em prol das causas humanitárias e culturais.Estudamos personagens como ela aqui nos Grupos de Estudos da RINO EDUCAÇÃO, como nos Grupos: História da Musica no Brasil; Pensadoras Latino-americanas; Capitalismo, Direito e Mundo Contemporâneo... Vem aprender mais!

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QUEM ESTÁ POR TRÁS DA REMOÇÃO DE FAVELAS?

Em 1957 o IPM - financiado por empresários do construtor e imobiliário - apresentou um plano intensivo de remoções de favelas, coordenado por um sociólogo franco argentino, simpatizante do nazismo. 

Dividiram em categorias: favelas úteis e favelas parasitas - o que diferenciaria seria o grau de criminalidade, qualidade das construções e disponibilidade dos moradores para trabalho.

As favelas consideradas parasitas, deveriam ser removidas.

Esses empresários entre 57-62 vão buscando espaço no governo para que aquele estudo se tornasse uma política de estado.

Se olharmos a cronologia da política de remoção intensiva - ela começa em 62 com uma iniciativa do governo estadual - dirigido por Carlos Lacerda. Com inúmeras pessoas diretamente ligadas ao capital imobiliário.

Após o início da ditadura militar, Entre 65 e 68 - ocorre a interrupção de remoção pelo novo governador Francisco Negrão de Lima.

Depois, em 68 o governo estadual sofre uma intervenção do governo federal militar – cria-se o CHISAN (Cordenacao de habitação de interesse social da área metropolitana do RJ) que passar ser o órgão por ditar a política habitacional do RJ e assim as remoções são retomadas.

Explica Marco Marques Pestana, durante nosso evento-debate que rolou da RINO Educação e observatório do negacionismo. Marco trouxe os principais pontos do seu estudo sobre o movimento de remoções de favelas que gerou seu livro “Remoções de Favelas no Rio de Janeiro, Empresários, Estado e Movimento de Favelados 1957 – 1973”, ganhador do prêmio memorias reveladas 2017.

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REMOÇÕES DE FAVELAS

Cerca de 120 famílias da Ocupação Vila Maria, localizada em Belo Horizonte sofrem com tentativa de despejo.

Segundo a reportagem, os moradores denunciam que um dos motivos para as tentativas de desocupação é a especulação imobiliária.

Os moradores chegaram a ser notificados sobre o despejo por um oficial de justiça, mas foi suspendido após a Defensoria Pública do Estado (DPE) de Minas Gerais recorrer ao STF. 

O líder da ocupação afirma que ainda estão em risco e conta que fizeram um “teste”

“Ligamos para o plantão de vendas e falamos que queríamos comprar o empreendimento na região, mas que sabíamos que é próximo a uma favela, o que desvaloriza o produto. Daí, eles responderam ‘vocês podem ficar tranquilos. Nós da Direcional, junto à prefeitura, estamos tomando todo tipo de providência e eles vão sair de lá’”, denuncia. 

“A grande maioria dos moradores são trabalhadores desempregados, que perderam a renda durante a pandemia e encontraram ali um refúgio. Não recebem nenhum auxílio ou benefício”, explica uma das lideranças da ocupação

As favelas desde a ditadura são desqualificadas e são alvo de perseguições. Nós precisamos debater sobre isso. 

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CUFA E FAVELAS

Será que a educação poderia ser diferente no Brasil?

Nos EUA, após a abolição da escravatura no país, houve uma queda significativa no analfabetismo entre os negros. 65 anos após a abolição, a porcentagem de analfabetos negros era de 16% (1930)

 

No Brasil, demorou-se 116 anos para que o país abaixasse para os 16% (2014).

Esse índice ainda é atualmente agravado pela pandemia do Covid-19 e situação econômica, social e política do país, que tende a aumentar, e não diminuir os índices.

 

O passado escravocrata, a desigualdade, a falta de planejamento e investimento público, o descomprometimento das elites são *alguns* destes fatores. 

 

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EDUCAÇÃO NO BRASIL

Será que a educação poderia ser diferente no Brasil?

Nos EUA, após a abolição da escravatura no país, houve uma queda significativa no analfabetismo entre os negros. 65 anos após a abolição, a porcentagem de analfabetos negros era de 16% (1930)

 

No Brasil, demorou-se 116 anos para que o país abaixasse para os 16% (2014).

Esse índice ainda é atualmente agravado pela pandemia do Covid-19 e situação econômica, social e política do país, que tende a aumentar, e não diminuir os índices.

 

O passado escravocrata, a desigualdade, a falta de planejamento e investimento público, o descomprometimento das elites são *alguns* destes fatores. 

 

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EDUCAÇÃO

A educação, em todos os seu significados, é essencial para o desenvolvimento humano, para a inserção social e para a cidadania.

Antes mesmo de nascer, uma pessoa já depende disso. Dados da UNESCO indicam, que uma criança com uma mãe que sabe ler terá 50% mais chances de sobreviver após os 5 anos de idade, pois a educação permite conhecer hábitos saudáveis, prevenção de doenças e respeito ao calendário de vacinações.

 

Relatório da OCDE indica que “no Brasil, em 2015, pessoas de 25 a 64 anos com diploma de ensino superior com renda de emprego em tempo integral ganhavam 144% a mais do que trabalhadores em tempo integral, com apenas ensino médio concluído”

 

A educação é um direito constitucional e é, ou deveria ser, uma das prioridade nas políticas públicas do governo.

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FAVELADO DA USP

Será que a educação pode ser um mecanismo que possibilita a ascensão social...?

O tema é complexo mas temos que refletir sobre a importância da educação no Brasil como ferramenta para diminuir a desigualdade social.

Até 1997, apenas 1,8% da população negra frequentava o ensino superior. Já em 2020, após a implementação do sistema de cotas, o número saltou para 47,4%.

Quanto mais pessoas negras acessarem às universidades e concluírem seus estudos, mais terão oportunidades no mercado de trabalho. Obviamente a lei por si só não consegue realizar a reparação histórica racial no Brasil, mas já é um importante caminho.

A educação permite aumentar a capacidade reflexiva para responder aos desafios do mundo. Uma boa educação em casa, na escola e em outros espaços permite ao cidadão um senso crítico sobre seus direitos e deveres e seu papel na sociedade.

Como dizia Paulo Freire, saber que somos condicionados pelo mundo mas não determinados por ele é fundamental para a construção de um novo futuro.

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ORIENTANDO E ORIENTADOR ACADÊMCO

Independente de quem você seja, é essencial o acompanhamento de uma boa orientação.

A construção de pesquisa acadêmica exige muitos fatores. Problematizar um tema de pesquisa é essencial e existem técnicas para se fazer isso de forma mais eficaz. Um bom levantamento bibliográfico pode dar qualidade, mudando toda a pesquisa, e sua fundamentação pode parecer complicada, mas na verdade ela faz toda a diferença é pode te ajudar muito! Entendemos que o processo de construção de um artigo exige muitos fatores. É complexo, exige persistência mas, além disso, pode ser muito prazeroso e criativo também!

Conte com a nossa orientação e acompanhamento nesta jornada!

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LINGUAGÊM ACADÊMICA E DESCRIMINAÇÃO

A Variação linguística social ocorre porque diferentes grupos sociais possuem diferentes conhecimentos, modos de atuação e sistemas de comunicação.

Existe uma exclusão social, onde normalmente os alvos são grupos sociais pobres e marginalizados. A discriminação linguística direcionada a esses grupos desencadeia obstáculos a sua participação e inclusão no meio social

No século XV, o português foi imposto pelos movimentos colonizadores portugueses e pela propagação do catolicismo desfavorecendo as línguas E dialetos nativos brasileiros. Temos uma exclusão histórica que desdobra-se na atualidade devido à grande desigualdade social.

O estudo da gramática e a produção de conteúdos acadêmicos, pode proporcionar o desenvolvimento de outros saberes. É através do conhecimento consciente que poderemos ter maior segurança na forma como escrevemos e falamos. Conseguimos, assim, modelar o nosso discurso como desejamos, adequado conceito e contexto e atingindo os nossos objetivos. É também através da linguagem que podemos compreender o que lemos e ouvimos de modo mais aprofundado, interpretando os vários textos em todas as suas camadas.

A educação torna-se mediadora na medida em que possibilita a inclusão e o acesso ao contexto de formação, ao questionamento e renovação da linguagem.

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PAULO FREIRE E POLÍTICA

Jair Bolsonaro afirmou que, para a melhoria da educação brasileira, seria necessário “expurgar a ideologia de Paulo Freire” das escolas.

Freire acreditava na educação crítica como ferramenta de transformação social e como forma de reconhecer e reivindicar direitos. Coloca o papel da educação como um ato político, que liberta os indivíduos por meio da “consciência crítica, transformadora e diferencial, que emerge da educação como uma prática de liberdade”. Uma educação que incentive a criticidade do aluno, indo além do português e da matemática.

Através de um modelo baseado no dialogo, a educação crítica e reflexiva, torna-se importante para a formação de professores e alunos conscientes do seu agir na sociedade e no mundo.

Nessa perspectiva, percebem-se como agentes transformadores e passam a se considerar atuantes no processo de transformação sociocultural e compreendem importância do pensar e agir para mudar suas realidades.

Na RINO, entendemos que o conhecimento não é exclusivo nem propriedade das Universidades mas, sim, da Humanidade. Nesse sentido é fundamental pensarmos num novo processo educativo, de construção de saberes que tenha um pé na Universidade mas o outro na rua, no mundo. As experiências de vida das pessoas está repleta de sabedoria e deve ser reconhecida, empoderada e compartilhada. Somente com uma reflexão crítica e uma integração ampla e profunda das diferentes formas de existir e de significar o mundo é que poderemos (des)contruir. Essa é a missão da RINO, vem aprender com a gente!

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EDUCAÇÃO CIRCULAR E HORIZONTAL

Normalmente, na escola/universidade, a o processo Educativo é Vertical. O professor(a) ensina a aluna(o) e geralmente, cada professor(a) possui uma didática específica.

Na RINO, através de uma Educação circular e horizontal, todos os integrantes contribuem e participam ativamente! Com experiências, novos saberes, sugestões... 

E nós chamamos nossos Professores dos Grupos de Estudos de Condutores. O Grupo vai estabelecendo em conjunto os rumos a se seguirem e os conteúdos que serão abordados. Nós valorizamos a troca de ideias e a imersão igualitária de todos os participantes. Prezamos pela pluralidade de saberes e pelo conhecimento prazeroso, crítico e criativo.

Gostamos de falar sobre tudo: Futebol, política e sociedade; big data e desinformação; direito, música, mulheres, capitalismo e mundo contemporâneo. Os Grupos de Estudos são um espaço dialógico de debates e trocas de aprendizados, no qual diferentes pessoas expõem e discutem ideias a partir de reflexões ou textos, livros, vídeos, podcasts previamente selecionados. 

Assim acontece também em nossos cursos e eventos. Sempre ao vivo, inclusivo, circular e horizontal. Vem conhecer a gente!

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MULHERES E MEMORICÍDIO

Quando olhamos para o passado, a maior parte dos livros que lemos, sao escritos por homens. Isso diz muito a respeito da construção da nossa educação, onde os professores tiveram (e tem) um papel fundamental na seleção dos livros.

A educação é a nossa base.

Não debatemos sobre o lugar do homem na literatura, pois ele ocupa esse espaço desde sempre.

E, então, qual seria o lugar da mulher na literatura? 

Muitas mulheres começaram a ganhar visibilidade agora, através de um resgate histórico, pois eram e ainda são silenciadas. Por maridos, editoras, normas sociais.

E, quando conseguem, vemos a predominância de mulheres brancas e com condições financeiras favoráveis. Negras e indígenas sofrem ainda mais estás barreiras.

Mulheres sofrem de Memoricídio - Ilka Brunhilde Laurito ganhou o premio jabuti em 1987 mas nem se quer a conhecemos.

Hoje, temos muitas mulheres produzindo literatura e a internet foi e é fundamental, pois permitiu a publicação de forma autônoma, além de grupos de apoio mútuo, revistas especializadas, junto a uma 4ª onda feminista - nunca tivemos tudo isso junto antes.

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MACHISMO NA LITERATURA

Já pensou ter que esconder sua identidade, para que seu trabalho fosse reconhecido?

Em 1887, o livro As Mulheres: Um protesto por uma mãe já denunciava “...a absurda diferença salarial entre homens e mulheres e a valorização excessiva das funções reservadas aos homens",

"É um livro importantíssimo, mas Maria Firmina dos Reis se escondeu tão bem que ninguém descobriu quem teria sido a escritora deste livro." explica a pesquisadora Constância Lima Duarte.

E por que Maria, entre inúmeras autoras, esconderia sua identidade?...

Vivemos em um pais marcado pelo racismo, patriarcado e homofobia. Seja no mundo acadêmico, corporativo, literário... 

Uma pesquisa de 2021, aponta que entre os 15 escritores mais citados, apenas 4 são mulheres e, mais da metade dos leitores lê por indicação da escola ou de professores. Dos laureados com o Nobel de literatura, apenas 13,6% são mulheres.

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A 1ª MULHER A TENTAR SE TORNAR IMORTAL

A academia Brasileira de Letras (ABL) foi fundada em 1897. Mas a inserção da mulher no cenário literário foi lenta e árdua, somente em 1977 que a ABL aceitou o ingresso da escritora Rachel de Queiroz. 

Anteriormente em 1930, Amélia Beviláqua, faz a 1ª proposta oficial de candidatura assinada por uma mulher. Além de declinar a possibilidade de candidatura, a Academia oferece como justificativa para o veto, uma interpretação enviesada do Art. 30 do Regimento Interno de 1927, segundo a qual o vocábulo “brasileiros” aludiria apenas aos indivíduos do sexo masculino.

Esse ato gerou uma alteração do Regimento Interno, oficialmente estabelecendo a condição de ser homem brasileiro para poder pertencer a Academia, que durou até 1964.

No Brasil, as mulheres vêm conquistando, com muita luta, seu posto em muitos setores da sociedade, entre eles a literatura... Cheia de entraves, machismo, misoginia e racismo.

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Flora Tristan 

Flora Tristan foi uma escritora e ativista socialista franco-peruana que defendeu que o progresso dos direitos das mulheres estava diretamente relacionado ao progresso da classe trabalhadora.

Flora denunciou as péssimas condições de vida da classe operária na França e denunciou a submissão em que se encontravam as mulheres.

Após viagem realizada entre 1822 e 1834 ao Peru escreveu o livro “Peregrinações de uma pária” relatando sua experiência no país sul-americano e a condição da mulher América Latina. O livro narra a luta social empreendida por Tristan de volta à Europa, que parte da liberdade da mulher adquirida pela liberdade de movimentos, pela possibilidade de viajar e de comparar a sua sociedade com as demais, adquirindo nesse processo consciência social e política.

Flora deixou importantes reflexões libertárias e socialista em sua obra União Operária que serviram de consulta até para Marx, que reconheceu seu valor na sua obra A Sagrada Família.

Flora Tristan é mais uma grande pensadora que foi esquecida pela história, sendo difícil encontrar relatos e escritos sobre sua vida e obra.

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Uma família dedicada à educação

Antônio Ferreira Cesariano, nasceu em 1808. Filho de Custódio - negro alforriado, que vendeu sua tropa de mulas para que o filho pudesse estudar.

Antônio foi carpinteiro, músico e alfaiate. Estudando à noite, conseguiu o diploma de professor.

Casou-se com Balbina Gomes da Graça - negra e alfabetizada, e em 1960 fundou com sua esposa um colégio feminino – a Escola Perseverança: de alto nível, foi reconhecida pelo imperador Dom Pedro II. 

Uma das únicas escolas da região dedicadas à alfabetização de negras. Também recebia alunas brancas no período da tarde, que pagavam uma mensalidade ao conceituado Professor, podendo assim, proporcionar aulas para mulheres escravas e negras no período noturno. 

Sua filha foi professora e seu filho, também professor, fundou o Colégio São Benedito. Posteriormente, seu bisneto, professor e jurista, ajudou Vargas na Consolidação das Leis do Trabalho de 1943.

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Justiça Vs. Desigualdade

Já notou que o senso sobre o que é justiça é diferente para cada um e isso está muito relacionado a seu padrão de vida, condição financeira e educação? Que a lei não se aplica igualmente a todos e que talvez nem seja possível alcançar uma justiça absoluta, considerando uma imensa complexidade de mil fluxos burocráticos em uma sociedade duramente fraturada e desigual como o Brasil?  

Então qual o modo que daria mais conta dessa multiplicidade de sentimentos em relação ao que é justiça?

O Brasil gasta quase quatro vezes mais com sistema prisional em comparação com educação básica, temos a 3ª maior população carcerária e uma taxa de superlotação 166% com 1,5 mil mortes em presídios.

E a justiça restaurativa, seria um meio? Restauradora, ou também muitas vezes fetichizada, propõe ações para reparar a vítima ou facilitar reinserção de condenados, por exemplo.

Estamos em um lugar de fazer perguntas, para tentar “substituir” essa angústia em encontrar uma solução. Seguimos juntos!

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O que é justiça?

Imagine o cenário: uma criança bate no seu filho, você mandaria revidar?”

Esse é o relato da Jailane:

“minha filha é pacifista, outro dia uma menina bateu nela e eu mandei bater de volta e ela me disse “não pode bater em criança mamãe”Esse é o senso de justiça da Sofia, filha de 4 anos da Jaliane. E qual o nosso senso de justiça?

Jailane também relata: quando eu era criança minha mãe falava pra eu bater e batia”

Afinal, revidar na mesma moeda é um senso de justiça olho por olho, dente por dente.

Mas Sofia disse que as outras crianças que não eram educadas.
Então Sofia que deveria revidar ou a menina que bateu deveria ser reeducada a não bater?

O relato da Jailane foi discutido no podcast “Crime e Castigo”.

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A RINOceronte Cacareco - vereadora de São Paulo

RINOceronte também governa?

 

Em 1959, como forma de protesto, a cidade de São Paulo elegeu a rinoceronte Cacareco, com mais de 100 mil votos como vereadora do Estado. Cansados do descaso e da incompetência dos governantes, a tática foi pichar muros com o nome da rinoceronte e divulgá-la também em programas de debates na televisão. Algumas gráficas aderiram e resolveram imprimir "santinhos", apoiando o nome de Cacareco para vereadora.

A ideia surgiu da cabeça do jornalista Itaboraí Martins, do “Estadão” e até uma quadrinha de apoio foi feita: "Cansados de tanto sofrer / E de levar peteleco / Vamos agora responder / Votando no CACARECO".

A votação foi tão expressiva que ela teve mais votos do que qualquer outro dos 450 candidatos às 45 cadeiras da câmara.

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APOROFOBIA

Aporofobia: ódio, medo e rejeição aos pobres. Vista na arquitetura “antipobres”, em construções com técnicas hostis, que utilizam pedras, grades e espetos de ferro para afastar e restringir o uso de espaços públicos por pessoas em situação de rua. Em campanhas contra doação de esmolas como em um cartaz da Prefeitura de Pato de Minas, por exemplo, em que se lê "Não dê esmola, dê cidadania” e até na tentativa da GCM em impedir distribuição de marmitas na Praça Princesa Isabel, no Centro de SP.

A palavra passou a ser difundida recentemente no Brasil com o trabalho do padre Júlio Lancellotti, que atua com a Paróquia de São Miguel Arcanjo ajudando a população em situação de rua e denunciando a aporofobia pelo Brasil. Efetivou um projeto de lei que proíbe técnicas de construção hostil e restringe o uso do espaço público.

05

CAMBRIDGE ANALYTICA

Você sabe o que foi o escândalo da Cambridge Analytica? Foi a revelação de um esquema de uso de dados para manipular eleições. O grande diferencial da empresa era a quantidade imensa de informações pessoais que havia adquirido por meio de redes sociais e outras fontes. Com esses dados, conseguiam antecipar as intenções de voto e assim direcionar propagandas políticas, com o objetivo de manipular o resultado dos pleitos. Em reportagem da TV britânica Channel 4, um dos dirigentes da Cambridge Analytica relatou que a empresa explorava emoções dos eleitores, em particular o medo, para vincular os receios do público-alvo a candidatos adversários, buscando favorecer seus clientes. Mentiras e desinformação eram estratégias corriqueiras da empresa.

E de onde vinham os dados? Uma parte foi adquirida de empresas chamadas de "corretoras de dados", que coletam informações pessoais em sites de internet e vendem, e outra parte do Facebook. Com o pretexto de uso acadêmico, a empresa adquiriu dados de 87 milhões de usuários da rede social, que serviram como base para a análise de perfil psicológico feita pela empresa. 

A Cambridge Analytica se envolveu em campanhas de mais de 100 eleições, em quase 70 países. Em 2016, a empresa ajudou a eleger Donald Trump e a aprovar o referendo de retirada do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. A CA estabeleceu parcerias no Brasil, no Mexico, na Colombia e em vários países africanos. 

O escândalo alertou autoridades e usuários para os riscos da falta de proteção de dados pessoais. A empresa fechou suas portas e o Facebook foi multado em 5 bilhões de dólares pelas autoridades estadunidenses. O Facebook também foi multado na Europa e no Brasil. Mas será que esse tipo de estratégia com uso de dados pessoais para manipulação politica parou de existir? Infelizmente, não. Vem com a gente entender melhor o que aconteceu e como isso afetou as eleições no Brasil.

04

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Na ditatura a liberdade de expressão era um possível motivo de exílio e morte. Hoje em dia, ainda, alguns países mantêm essa forma de opressão. Mas, a Liberdade de Expressão hoje também é utilizada como justificativa de propagação de ódio, violência e agressão ao próximo.
Será que qualquer cidadão pode expressão livremente suas ideias, por mais absurdas e estapafúrdias que sejam? Qual o limite para uma opinião não ameaçar ou ofender terceiros?
Como por exemplo, a atitude do ginasta Ivan Kuliak, que subiu no pódio ao lado de um ucraniano, com uma letra Z fixada na roupa. Um símbolo da parte russa na guerra contra Ucrania, remetendo à expressão “za pobedu” (ou seja “para a vitória!”). Ele não se disculpou pela atitude e alegou “se houvesse uma segunda chance e tivesse a opção de sair com a letra Z no peito ou não, faria o mesmo” Disse ele ao Russia Today. Essa atitude individual, entre tantas outras, além da censura à imprensa e os ataques a liberdade de expressão em governos autoritários, colocam em pauta a necessidade de se refletir e debater sobre o tema.

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MULHERES LATINO-AMERICANAS

A América Latina, feminina, tem vozes plurais, cores e diversas matrizes de pensamento como o da boliviana Julieta Paredes e o seu feminismo comunitário erigido  a partir da sua ancestralidade indígena; com a reflexão sobre a escravidão nos textos de Maria Firmina dos Reis, mulher negra, considerada a primeira romancista brasileira; na humanização do tratamento psiquiátrico por Nise da Silveira que revolucionou a psiquiatria e fez da arte um meio de conexão entre os pacientes e a realidade, nos aforismos de Lélia Gonzalez, representando a força do feminismo negro intelectual, autora, política, professora, filósofa e antropóloga brasileira. Pioneira nos estudos sobre Cultura Negra no Brasil e co-fundadora do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras do Rio de Janeiro, do Movimento Negro Unificado e do Olodum. A produção feminina foi e ainda é marginalizada, e frequentemente apagada pela história. São estas mulheres exemplares, entre tantas outras, que temos descoberto e consideramos imperativo cultivar suas obras e a memória.

02

GAMERGATE E POLÍTICA

Semana passada a gente explicou como surgiu gamergate. Confere no reels anterior se você não assistiu!
Além do machismo, anti-feminismo, misoginia no mundo gamer, a A xenofobia, a homofobia e racismo são alguns dos valores compartilhados por parte radicalizada do público gamer. A campanha de Donald Trump surfou a onda do Gamergate e enxergou a oportunidade de oferecer a esse público que se afirmava apolítico e sem representantesc um candidato que compartilhava desses mesmos valores. No Brasil, foram vários os acenos da campanha da extrema direita para esse mesmo público, desde a promessa de redução de impostos relacionados aos videogames, até o uso de vocabulário e estética gamer para atrair a atenção de jovens jogadores. Agora começamos a observar políticos do campo progressista dialogando com esse público e buscando ocupar também esse lugar. Relembrando que esse assunto gerou uma guerra de narrativas, com muita desinformação sendo veiculada, confira abaixo fontes confiáveis para saber mais sobre o tema:

https://www.holodeckdesign.com.br/regras-do-jogo-70-viracasacas-gamers-e-a-extrema-direita/

https://www.holodeckdesign.com.br/regras-do-jogo-48-erik-wolpal-chet-faliszek-old-man-murray-e-gamergate/

https://lume.ufrgs.br/handle/10183/180397

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/22/O-Gamergate-5-anos-depois.-E-seu-papel-para-a-extrema-direita

https://gamarevista.uol.com.br/cultura/ler-ouvir-ver/quando-videogame-e-politica-se-encontram/

01

GAMERGATE: O QUE É E COMO SURGIU

GamerGate foi uma campanha de assédio virtual que começou em 2014, contra mulheres desenvolvedoras de games, embasada no sexismo e no antiprogressismo. O termo surgiu após o ex-namorado de Zoe Quinn, desenvolvedora de Games, falsamente a acusar de ter obtido sucesso com seu novo jogo somente após dormir com um membro da crítica especializada. Suas informações pessoais foram divulgadas durante os ataques e Zoe passa a ser perseguida e ameaçada de morte. Outras desenvolvedoras que saíram em defesa de Zoe, também viraram alvos dos “gamergaters”. Tiverem seus nomes e endereço divulgados, foram ameaçadas de estupro e morte, fazendo até com que tivessem que mudar de residência. Ninguém foi identificado e responsabilizado pelas ameaças e as acusações foram negadas pelo grupo radicalizado. 

Esse assunto gerou uma guerra de narrativas, com muita desinformação sendo veiculada. Confiram Abaixo fontes e links confiáveis para quem quiser mais sobre o tema:

 

https://www.holodeckdesign.com.br/regras-do-jogo-70-viracasacas-gamers-e-a-extrema-direita/

https://www.holodeckdesign.com.br/regras-do-jogo-48-erik-wolpal-chet-faliszek-old-man-murray-e-gamergate/

https://lume.ufrgs.br/handle/10183/180397

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/22/O-Gamergate-5-anos-depois.-E-seu-papel-para-a-extrema-direita

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